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08/08/2017 às 21h51min - Atualizada em 14/08/2017 às 11h09min
 
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Ações da Emater fortalecem famílias quilombolas em Poço das Trincheiras

Quilombolas da comunidade Jacú e Mocó, em Poço das Trincheiras, conheceram novas perspectivas sociais e ganharam mais qualidade de vida com o apoio do Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (Emater/AL), que vem realizando, desde 2015, atividades de inclusão produtiva e cidadania junto às famílias beneficiadas por oito novas casas no Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR).

O plano de trabalho promovido pela Emater tem como base os projetos arquitetônico e social previstos no PNHR para fortalecimento e autonomia das famílias beneficiárias. Por meio dos projetos, a equipe técnica divide o trabalho em três fases distintas, executadas de acordo com o avanço das obras de construção das casas.

Durante a primeira fase, chamada “pré-obra”, a equipe técnica da Emater foi responsável por identificar e cadastrar as famílias, realizar levantamento socioeconômico e desenvolver diagnóstico participativo para conhecer as principais necessidades locais e construir o plano de trabalho para execução nas fases seguintes.

Na segunda fase, denominada “durante obra”, as famílias quilombolas foram envolvidas em ações de desenvolvimento sócio-organizativo; educação ambiental, patrimonial e saúde e apoio à produção, comercialização e gestão de organização produtiva.

Nessa etapa, as famílias tradicionais foram envolvidas em oficinas sobre cooperativismo e associativismo para organização social; oficina para uso de resíduos domiciliares por meio da compostagem; em palestras sobre agroecologia, educação patrimonial, saúde da mulher e do homem, planejamento e gestão do orçamento familiar e ponto cruz para mulheres quilombolas.

De acordo com a assistente social da Emater, Maria Dantas, o intuito das ações foi fazer com que as famílias beneficiadas pelas novas moradias e demais moradores da comunidade estivessem aptos à aplicação de técnicas de produção de alimentos, organização social e preservação do meio ambiente para garantia da segurança alimentar e geração de renda, fatores importantes para a manutenção do bem-estar comunitário.

PNHR

A coordenadora do projeto e gerente de Ater da Emater, Graça Seixas, explica que para definir os beneficiários do PNHR os técnicos vão até a comunidade e, durante a fase pré-obra, realizam o mapeamento inicial e elaboram o plano de trabalho que é submetido para a instituição bancária realizar a avaliação.

Com a aprovação das famílias, R$ 28.500 são liberados para a construção das casas, recurso que é gerido por uma comissão estruturada por dois beneficiários e um representante da Emater, a entidade organizadora, com o intuito de gerenciar o recurso e garantir sua total execução. Do valor total, os beneficiários do PNHR precisam pagar apenas 4%, totalizando R$ 1.140, ou seja, 96% do recurso é subsidiado pelo Governo.

“Os 4% do valor são pagos ao longo de quatro anos, isso porque o PNHR é uma ferramenta que facilita e garante o acesso a condições dignas de moradia para famílias que até então viviam em casas de taipa, sem qualquer qualidade de vida. Com o pagamento facilitado, os beneficiários precisam pagar apenas R$ 285 por ano, representando cerca de R$ 23 por mês”, ressaltou.

Durante as obras, os beneficiários tiveram participação direta no processo de construção das casas, colaborando em cada uma das etapas.

Para o projeto em Jacú e Mocó, onde foram construídas oito casas, as atividades foram executadas pela coordenadora, Graça Seixas, pela assistente social, Maria Dantas, e do agrônomo Mário Jorge Nunes, do técnico agrícola Jandir do Nascimento, além do acompanhamento da arquiteta Carmem Andreia da Fonseca.

Pós-obra

A terceira fase do trabalho social desenvolvido junto às famílias quilombolas segue a conclusão das obras de construção das casas.

Nela, a Emater auxilia no processo de reassentamento das famílias e promove reunião para prestação de contas e avaliação dos avanços produtivos e sociais obtidos ao longo do cronograma de trabalho.

Com o encerramento do projeto do PNHR, as famílias continuam recebendo assistência técnica com o apoio das equipes que atuam na região.

Fonte: Agência Alagoas





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